Em 1825 Augusto Comte casou com uma prostituta

De todas as coisas  interessantíssimas que aprendi na faculdade, esta é a frase que mais vezes me vem à cabeça. Tenho tendência para recordar coisas sem grande importância e factos semi-irrelevantes, como este.
Dizem, no entanto, que Caroline Massin, a prostituta que alguns sites gostam de classificar como pequena livreira (?!) deu cabo da cabeça ao Augusto, o que acabou por influenciar muito o seu trabalho na altura, nem sempre da melhor forma. Tenho a certeza de que havia dias em que não se sentia nada positivo e só lhe apetecia estacionar o cavalo perto de uma taberna qualquer e ficar por lá a beber shots de absinto, sem vontadinha nenhuma de voltar para casa. Mas nem tudo foi mau. Depois do casamento falhado, do esgotamento nervoso e da tentativa de suicídio, o senhor lá percebeu que a vida tem coisas boas para oferecer, como Dante e Shakespeare, música e pintura. E aposto que foi no meio disto tudo que se apaixonou novamente, desta vez por uma escritora "à séria", também ela com um casamento falhado na bagagem. Se a prostituta lhe tinha destruído a vida, a escritora veio dar-lhe um novo sentido. Influenciaram-se mutuamente, viveram de forma apaixonada e este foi o melhor período da vida do pai da sociologia. Mas como os finais felizes nem sempre acontecem na vida real, a sua musa inspiradora quinou ao fim de dois anos, doente e deprimidíssima por não se poder divorciar do tipo que fugiu para a Bélgica. O amor é lixado.
Acordei a pensar nisto, e nas prostitutas da minha vida.
Pronto, é isto. Agora vou perder um bocadinho de tempo a decidir se logo à noite me vou mascarar ou não.

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