Empurrão Divino

À noite, deitada na cama com os olhos cravados no tecto do quarto, pediu aos céus um empurrãozinho para a semana de trabalho que se adivinhava. Na manhã seguinte, ao sair de casa, falhou o primeiro degrau e rebolou pelos vinte que se seguiram, até chegar à entrada do prédio. Nesse dia, de joelhos esfolados e cara amassada, decidiu que talvez fosse boa ideia deixar de usar metáforas.

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